Na cultura negra faltam mais professores
29/07/2016 21:46 em Cultura Cidades

A combinação entre educação e comunicação como ferramenta para combater o racismo e promover a cultura negra foi tema do debate da manhã de hoje (29) no Festival Afrolatinas. Na avaliação da coordenadora do Projeto RS Negro, Sátira Machado, apesar da educação brasileira registrar algum avanço no ensino da cultura negra nos últimos anos, há uma lacuna na formação dos comunicadores nas faculdades e universidades em relação às questões de raça. O Latinidades vai até domingo (31), em Brasília.

“Existe uma lacuna na formação dos comunicadores e comunicadoras na relação de gênero, raça e etnia. Acho que o quê acontece muitas vezes é que os professores também não tiveram essa formação, então, eles não entendem porque é importante abordar a história africana, afrobrasileira, a cultura, a diversidade”, disse Sátira Machado. E completou “você não abordar essas questões é invisibilizar a igualdade e manter um status quo de não negros, de negros, de indígenas, de ciganos”. Segundo ela, a comunicação é estratégica para adquirir e garantir direitos.

Um exemplo de integração entre a valorização da história e cultura negra e a educação é o projeto de afroalfabetização Adeola – Princesas e Guerreiras que foi apresentado aos participantes do Afrolatinas. Pelo projeto, duas jovens de Sorocaba (SP) fazem apresentações em escolas representando princesas guerreiras africanas e usam histórias baseadas em contos africanos para abordar o protagonismo feminino, a representatividade negra, a ancestralidade e a desconstrução de preconceitos formadores do racismo.

 

FONTE: Agência Brasil - EBC

 Repórter - Yara Aquino.

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