Mulheres vão as ruas e realizam "teteada" no Brasil
06/08/2016 22:55 em Educação

Em comemoração à Semana Mundial de Aleitamento Materno de 2016, cerca de 100 pessoas participaram hoje (6), em Brasília, da Hora do Mamaço, evento que reúne mães e seus bebês para mostrar que amamentar é um ato natural. O movimento surgiu na França em 2006 durante um encontro de mães que tiveram a ideia de amamentar simultaneamente seus bebês e chegou ao Brasil em 2012, durante as comemorações da Semana Mundial do Aleitamento Materno.

No mesmo horário, em diversas cidades do país e do mundo, mães se reúnem em locais públicos para amamentarem seus bebês, após mobilização em redes sociais. A doula e educadora perinatal Bianca Puglia, organizadora do evento em Brasília, disse que o objetivo é estimular a amamentação e conscientizar a sociedade que amamentar é um ato natural. “A ideia é tirar esse ranço de que amamentar tem que ser com um paninho, em área isolada. Não é um ato vergonhoso. É natural do ser humano”, disse.

A psicóloga Ana Clara Mendes, 32 anos, participou do evento e disse que já sofreu discriminação ao amamentar em um restaurante. Ela conta que percebeu olhares e comentários de alguns homens. “Meu marido ouviu um deles falando: 'Se fosse minha mulher...'”, contou Ana Clara, mãe da Beatriz de 10 meses.

Fonte: Agência Brasil

Repórter, Kelly Oliveira

 

 

 

O Surgimento da "teteada massiva":

Todo esse movimento teve início na Argentina, quando Constanza Santos, uma mãe que amamentava na praça, foi abordada por duas policiais. As agentes falaram para Constaza, que o que ela fazia não era legal e o ameaçaram.  De imadiato o caso se popularizou pelas redes, e mais de 5.000 mulheres partiram para as ruas e realizaram uma verdadeira "teteada massiva", isso no dia 22 de julho.

Agora é a vez das brasileiras copiarem a ideia e irem as ruas romperem a barreira entre o sultiã, o filho e o público. 

Para gerações anteriores, a prática ainda era vergonhosa, onde, quando eram forçadas a amaentarem em público, aquelas que tinham coragem de fazer o faziam com uma falda ou cobertor. Mas toda inovação e modificação é válida, quando feito por necessidades que justifiquem, como é o caso das argentinas, também.

 

Edição (final): Agnaldo Silva (AgnsBrasil) - FMG

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